Azphelumbra!
Azphelumbra significa "Que o Senhor Azphel o abrace com suas trevas". É uma saudação usada pela raça Asmodian, no MMORPG Aion.
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Where is Legend?
Thunder's Empire, criado por Kamila Zöldyek, 2010. Tecnologia do Blogger.
Livro III, Profecia | Prólogo
Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012 | Escrito por
Kamila Zöldyek 1.0 |
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Prólogo
Do sangue impuro
Ano 9 da Terceira Era.
Inferno.
Inferno duplo, triplo, inferno de todos os modos.
Odeio ser arrastada, e o maldito Zack me apertando o braço
acaba me deixando sem muita ação. Estava dormente, e aposto que encaminhava
para o hematoma.
Maldito.
Maldito Zack na maldita hora em que…
Não podia chorar, não na hora de minha morte. Deveria ficar
firme, talvez desse pra matar Zack antes do Mestre me mandar para o inferno,
onde eu mais queria ir no momento, se não fosse um pequeno detalhe.
Ele podia pelo menos ser mais delicado.
Quase ri depois de pensar assim. Zack delicado? Piada ótima.
Ele me arrastava, e se eu não estivesse encharcada, com os óculos cheios de
lama e um vestido longo, eu teria dado algum golpe nele, e com certeza eu o mataria dessa vez.
Eu sou mais nobre que ele, mais poderosa, dá pra ver pelo
cabelo.
O meu era azul claro, clarinho. O dele era mais escuro. Não
muito, mas era. Na nossa família, quanto mais claro é o tom de azul, mais nobre
e puro-sangue se é. E consequentemente mais forte.
Mais forte em questão de magias, porque quanto aos músculos,
eu ainda era uma menina de dezesseis anos e Zack era um brutamontes de dezoito,
muito maior e mais musculoso.
Somos primos de segundo grau, mas isso nunca impediu que ele
tentasse alguma coisa de ordem romântica comigo. Isso é lei de família, primos
se casarem. Mas eu odeio Zack Wolfgang desde que me entendo por gente e duas
tentativas de estupro não ajudaram nisso.
Ele também me odiava. Muito, pra falar a verdade. A ponto de
me levar arrastada para o Mestre, e contar a ele meus pecados, e assistir minha
morte calmamente ali.
Acho que ele ia ficar feliz.
Mas eu com certeza o mataria antes de ir pro inferno, ou
virar uma vagante.
Não. Deus, se você existe, não me deixe ser uma vagante.
Esses são os piores que existem. Delatores malditos. Aposto que foi um deles
que disse a Zack.
Odeio todos eles.
Odeio minha família.
Odeio Raython.
Odeio chuva.
Odeio meu cabelo azul.
Odeio magias.
E acima de tudo, odeio
ver espíritos.
Eles são asquerosos. Olhei minha esquerda e lá estavam dois,
cochichando, com seus corpos evanescentes, semitransparentes. Fofoca boa, o que Amber fez dessa vez? Merda. Ainda
bem que eu ia morrer.
Não! Eu não podia ficar feliz em morrer, não agora… Não mais.
“Amber, sem chorar. SEM
CHORAR!” – gritei pra mim mesma.
O mais estranho na minha mãe foi ter me dado esse nome.
Amber. Significa âmbar. Não tem nada a ver comigo, eu sou igual a todos os
Wolfgang. Cabelo azul, pele pálida, olhos cor de turquesa. E quase cega. Todos
nós temos algum problema de visão, era…
Estranho.
Éramos como elfos, todos iguais. Todos de óculos.
Parei de pensar na homogeneidade da família quando alcançamos
a porta da sala do Mestre, e Zack a abriu sem bater, me jogando lá dentro, mas
sem me soltar.
Ele sabia que se me soltasse, eu não hesitaria em lhe lançar
meu golpe mais forte. Ele me conhecia muito bem.
— Mestre. – a voz dele soou firme.
Eu olhava pra baixo, não queria nem ver a cara de meu Mestre.
Só ouvi a voz dele.
— Zack, o que houve? Por que a Amber está desse jeito? – A
voz dele soou alarmada.
— Mestre, ela passou dos limites dessa vez. – notei um leve
sarcasmo aí.
— Amber vive passando dos limites, Zack, sabe disso. – o Mestre
disse, menos alarmado.
— Mas dessa vez a coisa é muito
séria.
— Que seja, solte ela, por favor. Isso não é modo de tratar
uma moça, sabe disso. – o Mestre lhe disse, e Zack obedeceu prontamente.
Dali eu não fugiria, já era. Fim da linha, agora era esperar
a sentença, matar Zack e morrer, então liberdade. Mas ainda…
— Amber, olhe pra mim.
Ah não. Mestre, você poderia ter pedido qualquer coisa. Menos
isso.
Mas eu não podia desobedecer.
Tirei meus óculos enlameados e limpei mais ou menos no
vestido. Coloquei-os de novo e olhei pra ele.
Lindo, lindo de morrer ele não era. Mas era muito atraente. Seus cabelos eram azul
acinzentado, de tão claros. Sim, havia mechas cinzentas. Era crescido. Às vezes
ele prendia, às vezes não. Hoje estavam soltos. Ele tinha óculos enormes e
antiquados, redondos. Os olhos eram como os meus. Turquesa. Ele vestia um robe
lindo e seu cetro. Eu teria me apaixonado se não fosse seu rosto.
O rosto dele parecia estar trincado. Cheio de rachaduras finas.
Eu não queria olhá-lo. Não queria que ele soubesse de meus
atos. Porque eu sabia que o Mestre me estimava muito, ele gostava muito de mim,
sempre me tratou como filha. Eu era uma das últimas de sangue realmente puro,
filha de irmãos.
Pra qualquer um isso é um absurdo, um pecado, um incesto. Mas
pros Wolfgang é puramente normal.
Honroso até.
Eu achava nojento.
Mas eu admirava o Mestre, e muito. Muito mesmo. Mas não dá,
eu sempre me metia em confusão, como agora. Mas como Zack dissera, dessa vez eu
realmente passei dos limites, até pra mim.
— Sim, Mestre. – disse, com voz embargada. Queriam o que, eu
ia morrer dali a cinco minutos, no
máximo.
— O que houve? – ele perguntou para mim, e não pra Zack. Ele
não gostava de Zack, ele não era muito puro e também, ele era o maior delator
vivo dali.
Pra fugir, eu olhei os lados. Fantasmas, só um mesmo. A tal
da Manuella, carrapato do Mestre. Ela me olhava com sua cara de anjo morto.
Odiava ela, sempre influenciou nas decisões do Mestre, principalmente as
relativas às minhas punições.
Eu não sabia como começar a coisa, então Zack se adiantou e
disse por mim.
— Ela estava com um homem. Que não era da nossa família. – cuspiu.
Se eu estivesse só conversando com o Andrew, talvez o Mestre
seria bonzinho e me desse apenas
trinta chibatadas.
— Prossiga. – disse o Mestre.
— Eles estavam conversando… – Zack continuou, se deliciando.
— Amber, você sabe que é um pecado mortal aparecer para
outras pessoas que não são de nosso clã. – o Mestre interrompeu Zack.
— Mas Mestre, o pior
de tudo não é isso. – Zack se adiantou, tentando não cortar o Mestre.
Ao ver que este o olhara
curioso, Zack sorriu. O desgraçado sorriu
ao dizer o motivo pelo qual eu morreria.
— Eles estavam falando… E aí eu ouvi com todas as letras
Amber dizer que está esperando um filho dele.
Ao contrário do que eu pensei, o Mestre não teve um ataque de
fúria. Mas eu levei uma facada nas costas ao lembrar daquilo.
Ao olhar o chão e ver aquele sangue na barra do meu vestido.
Só os deuses sabiam o quanto eu queria que aquele sangue
fosse meu.
— Eu matei o homem, e a trouxe. – Zack concluiu, triunfante.
Mestre só olhava pra mim, sem piscar, meditando.
“Ela deve ser morta.”
– Ouvi a vozinha de Manuella. Se ela tivesse um corpo, eu o socaria até a
morte. Só não conseguia odiá-la mais porque havia Zack na frente.
— Cale-se Manuella. – Disse o Mestre. Eu fiz questão de dar a
ela um sorriso sarcástico. – Um filho de um homem comum, Amber? Tem certeza de
que está grávida?
Suspirei, resolvi acabar com aquilo.
— Sim, Mestre, tenho certeza. – eu disse, pesarosa.
— Isso será útil. –
O Mestre se levantou de sua mesa e deu a volta, parando na nossa frente.
— Útil? – Zack estava assustado, como eu. Como assim útil?
— Nossa imperatriz Elektra Thrower está grávida, soube esses
dias com meus informantes no castelo. Sabem o que isso significa?
— Que a Profecia se cumpriu, mas o que a Am-- – Zack foi
interrompido.
— Elektra terá seu filho, e para que as coisas andem do modo
como eu quero, precisarei da criança que Amber está esperando.
Travei.
Não podia ser, eu ia ficar viva.
Temi a morte pela primeira vez por causa do filho que gerei,
mas agora eu teria que parir a criança, pois o Mestre precisa dela pra…
O Mestre precisa do meu filho pra que?
— Mas pra que você quer este bastardo?! – Zack fez minha
pergunta, agora ele estava indignado.
— Pro retorno dele.
Este bastardo será muito importante. O importantíssimo sacrifício humano. Precisarei do sangue dele. Todo. – o Mestre disse, banalmente.
Meus lábios se separaram e meus olhos ficaram estáticos. Não.
Podia. Ser. O Mestre que tanto estimei minha vida toda me dizia com aquele tom que queria meu filho vivo até
o dia que ele resolvesse chamar Kronus de volta e aí o mataria pra isso?
— Ah, entendi. – Zack pareceu decepcionado, e me olhou. Viu o
terror em minha face. Sorriu.
Terror.
Eu ia criar meu filho
pra ser morto. Eu teria que aceitar aquilo. Não havia como fugir, não desses
espíritos que atravessam paredes, que delatam tudo, que ouvem o mínimo sussurro…
Que não morrem.
— Está decidido. – o Mestre
disse, alto e claro. – Você, Zack, irá pagar por seu delato. Odeio delatores,
sabe disso. Você – o Mestre sublinhou bem isso – irá desposar Amber e dará um nome à criança. Você irá criar o bastardo como se fosse seu filho e dará todo o
amparo à Amber.
O dia não podia ficar
pior. Vi o rosto de Zack, aquela expressão incrédula por trás dos óculos. Sorri
por dentro. Nos ferramos os dois.
— E você, Amber. – ele
me olhou. – Pagará pelos seus pecados com o sangue do seu filho.
Próximo capítulo:
------------------------------------------------------
Yoooooooooooooooooooooooooooo!!!
E então, gostaram?
*-*
eu amo esse prólogo. Pra mim, o melhor dos três.
Amber, sua linda! =3
Bem, minha internet está morrendo (bem, ela morreu, aliás) e hoje eu ia postar o booktrailer de Profecia, mas não vai dar =/
Aliás, estou devendo algumas postagens. Minhas aulas começam hoje, talvez dá pra postar lá da facul.
blood for blood.

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4 comentários:
Tadinho(a) do filho(a) da Amber...
Apesar de tudo eu até que gostei do Zack...
COMO VOCÊ PODE GOSTAR DE ZACK?!
O___O
Tadinho do menino, ele é incompreendido pela sociedade.
nãã~~aã~~ao, ele é filho da puta, é diferente.
u___u
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- Fazer o caralho a quatro.
- Você só NÃO PODE FALAR MIGUXÊS.
Beijos na bunda,
Kmila e Phyreon.